Ministério recomenda que colégio de Itaúna pare com conteúdo discriminatório

9/02/2022 | Educação, Itaúna, Minas Gerais

A medida visa combater iniciativas de discriminação e preconceito  – Foto Reprodução

 

 

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) encaminhou à diretora do Colégio Espírito Santo, de Itaúna, uma proposta para prestar serviços educacionais de acordo com os princípios, diretrizes e normas que foram autorizados pelo Estado. A medida visa combater iniciativas de entidades educativas que possam apresentar um tom de discriminação e preconceito.

 

A medida ocorre após a escola ter publicado um texto que responsabilizava mulheres que usam roupas curtas por assédio e violência e ter emitido um comunicado a pais e responsáveis alegando que símbolos LGBTQIA+, dentre outros, são “antifamília”.

 

Em dezembro, a Promotoria de Justiça de Defesa da Educação de Itaúna foi informada e apurou que a escola havia publicado e enviado materiais informativos com conteúdo discriminatório e preconceituoso para as famílias dos alunos, violando práticas que toleram a diversidade humana. No material, a instituição vê imagens de arco-íris, unicórnios, caveiras, entre outros, como símbolos “anti-família”.

 

“A educação em Direitos Humanos se destina a formar crianças, jovens e adultos para participar ativamente da vida democrática e exercitar seus direitos e responsabilidades na sociedade, também respeitando e promovendo os direitos das demais pessoas e que, para tanto, deve estar comprometida com a superação do racismo, sexismo, homofobia e outras formas de discriminação correlatas e que deve promover a cultura da paz e se posicionar contra toda e qualquer forma de violência”, diz trecho do documento expedido pelo MPMG.

 

No mesmo mês, no dia 1, a escola havia criticado uso de roupas curtas por mulheres e alegou que o “pecado da sedutora é muito maior que o pecado do seduzido” nas redes sociais.

 

“Quando a mulher decide expor partes do corpo que deveriam estar cobertas se torna uma sedutora, partilhando assim a culpa do homem. De fato, os Teólogos ensinam que o pecado da sedutora é muito maior que o pecado do seduzido”, afirmava o texto.

 

 

 

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