NO AR AGORA

Rádio Santana FM

Itaúna, 24 de junho de 2021

Foto Tânia Rêgo/ Agência Brasil

 

Desde o início da vacinação contra o coronavírus em Minas Gerais, o Ministério Público estadual recebeu mais de 2.300 denúncias de possíveis irregularidades na imunização.

 

Até o momento, o órgão verificou que mais da metade das manifestações procedem.

De acordo com o Ministério Público, os alvos são principalmente prefeitos e secretários de saúde, entre outros servidores públicos. Entre as cidades onde suspeitas estão sendo investigadas estão Belo Horizonte, Divinópolis e Governador Valadares.

Do total de denúncias, 193 são casos de fura-filas, pessoas que receberam a vacina desrespeitando as regras de prioridade. As outras são suspeitas de extravio de insumos, doses, trabalhadores da saúde sendo preteridos na fila da vacinação, entre outras condutas ilegais.

Após recebidas, as denúncias são analisadas e encaminhadas às promotorias do Ministério. Dependendo das informações preliminares existentes, a denúncia é descartada ou são abertos inquéritos para apuração aprofundada. Os promotores têm 30 dias para se manifestar sobre cada caso.

 

A ouvidora do Ministério Público de Minas, Nádia Estela Ferreira, deu um exemplo de uma das situações mais comuns que estão sendo investigadas.

“Um prefeito é procurado por um parente, um amigo… e esse amigo solicita que ele seja passado na frente, porque está preocupado com a família, por exemplo. Esse sujeito está cometendo o crime de corrupção passiva. Enquanto o prefeito que cede está cometendo o crime de corrupção ativa”, disse ela.

 

CPI na Assembleia

 

Paralelamente às apurações do Ministério Público, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais realiza uma CPI para apurar dezenas de casos de servidores do governo do estado que teriam furado a fila da vacinação. Incluindo o ex-secretário estadual de saúde, Carlos Eduardo Amaral, que foi exonerado após essa informação vir a público.

 

 

Por G1