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Rádio Santana FM

Itaúna, 23 de junho de 2021

Apesar da melhora da situação na Europa, ainda não permite viagens internacionais – Foto: Leandro Couri/EM/D.A Press

 

 

 

As vacinas atualmente disponíveis e aprovadas são, até o momento, eficazes contra “todas as variantes do coronavírus” – afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (20/5), fazendo um apelo para a continuidade de ações prudentes frente à COVID-19.

 

Apesar da melhora da situação sanitária na Europa, a COVID-19 ainda não permite retomar de maneira segura as viagens internacionais por “uma ameaça persistente e por novas incertezas”, advertiu o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge.

 

“É uma ameaça imprevisível”, afirmou Catherine Smallwood, responsável pelas situações de urgência da OMS na Europa. “A pandemia não terminou”, frisou.

 

Segundo dados da instituição, no conjunto da região (que alcança até uma parte da Ásia Central), o número de novos casos caiu 60% em um mês, passando de 1,7 milhão em meados de abril para 685.000 na semana passada.

 

“Estamos na direção certa, mas temos de nos manter vigilantes (…) O aumento da mobilidade, das interações físicas e das reuniões pode levar a um aumento da transmissão na Europa”, insistiu o diretor regional, lembrando que as viagens essenciais permanecem autorizadas.

 

A redução das restrições sociais precisa acontecer em paralelo a um aumento da detecção, do rastreamento e da vacinação.

 

“Não há risco zero”, frisou Kluge. “As vacinas são, talvez, uma luz no fim do túnel, mas não podemos nos deixar cegar por esta luz”, completou.

 

Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

 

  • Oxford/Astrazeneca
    Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

 

  • CoronaVac/Butantan
    Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

 

  • Janssen
    A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

 

  • Pfizer
    A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

 

Por AFP