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Rádio Santana FM

Itaúna, 4 de junho de 2020

Mapa voltou à fábrica da Backer, em Nova Lima – Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) encontrou as substâncias tóxicas monoetilenoglicol e dietilenoglicol na água usada na produção da cervejaria Backer, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O resultado aumenta a suspeita de que outros rótulos da empresa, e não somente a Belorizontina, possam estar contaminados. Ainda não há resultado dos exames de outras cervejas.

A inspeção do órgão federal também constatou os agentes químicos em pelo menos sete dos 70 tanques usados na fabricação das cervejas. Inicialmente, a empresa informou que apenas o tanque 10 teria sido lacrado.

“Inicialmente, existia uma hipótese de que essa contaminação estivesse restrita a um lote de produção ou a um tanque. Fizemos uma análise e vimos que não estavam restritos a um ou outro tanque, estavam distribuídos em diversos tanques. Dessa forma, passamos a abordar essa contaminação a uma etapa anteriior à fermentação”, disse o coordenador-geral de Vinhos e Bebidas do Mapa, Carlos Vitor Müller, durante coletiva de imprensa sobre o caso Backer.

Entre as hipóteses para a contaminação, o Mapa trabalha com sabotagem, vazamento e uso incorreto do monoetilenoglicol diretamente na água, para melhora do desempenho. Mas as autoridades reforçam que isso ainda será investigado.

Por Uai