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Rádio Santana FM

Itaúna, 14 de novembro de 2019

Uma campanha está sendo realizada pela Polícia Militar (PM) de Pará de Minas para encontrar doadores voluntários de medula óssea em prol de Gabriel Silva Ferreira de 14 anos. O adolescente passa por um tratamento contra a leucemia há pouco mais de 1 ano. Gabriel é sobrinho do sargento Anderson José da Silva, responsável por fazer a campanha.  O sargento disse que divulgou o caso pensando principalmente em aumentar as possibilidades do adolescente em encontrar um doador compatível.

“Há 1 ano e quatro meses o Gabriel foi diagnosticado com leucemia. Ele sentiu uma dor abdominal. Os pais dele, a minha irmã e meu cunhado, o levaram ao médico em Itaúna. Após exames descobriram a doença. A partir disso ele foi para Belo Horizonte para fazer o tratamento. Na ocasião foi iniciada a quimioterapia. Quando faltava pouco para acabar o tratamento, o Gabriel teve uma inflamação nos ouvidos e perdeu a audição”, contou o sargento.

 

Mesmo após perder a audição, o adolescente continuou com o tratamento de quimioterapia, mas no decorrer deste período outros problemas apareceram e interferiram no quadro de saúde de Gabriel.

 

“Quase no fim do tratamento, ele estava com possibilidade de fazer uma cirurgia para implantar um aparelho e voltar a ouvir, mas a leucemia voltou e atacou o sistema nervoso dele. O médico percebeu com isso que a visão do Gabriel também estava ficando comprometida. A única alternativa de cura para ele é fazer o transplante de medula”, destacou.

Campanha

Na semana passada, o sargento gravou um vídeo convocado demais militares e a população em geral para que procurassem uma unidade do Hemominas para o teste de compatibilidade. O vídeo foi divulgado em grupos de Whatsapp e redes sociais. Segundo o sargento, após a divulgação do conteúdo, candidatos, não só de Pará de Minas como também de outras regiões, começaram a manifestar interesse pela causa.

“Começaram a ter pessoas procurando inclusive de São José da Varginha – cidade onde morou meus pais e onde o pai do Gabriel tem família. Saíram de lá algumas caravanas para fazer o teste de compatibilidade no Hemominas em Belo Horizonte. De Pará de Minas também tivemos uma boa adesão. Estamos tentando trazer uma equipe do Hemominas a Pará de Minas para ver se consegue mais pessoas. Tem voluntários que querem fazer o teste mas não têm condição de se deslocar a outras cidades”, encerrou.

Doação

Segundo a Fundação Hemominas, a doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral e requer internação de 24 horas. A medula é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções. O procedimento leva em torno de 90 minutos, e a medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias.

Há outro método de doação chamado coleta por aférese. Neste caso, o doador faz uso de uma medicação por cinco dias com o objetivo de aumentar o número de células-tronco (células mais importantes para o transplante de medula óssea) circulantes no seu sangue.

Após esse período, a pessoa faz a doação por meio de uma máquina de aférese, que colhe o sangue da veia do doador, separa as células-tronco e devolve os elementos do sangue que não são necessários para o paciente. Não há necessidade de internação nem de anestesia, sendo todos os procedimentos feitos pela veia.

A decisão sobre o método de doação mais adequado é exclusiva dos médicos assistentes, tanto do paciente quanto do doador, e será avaliada em cada caso.

Quem pode doar

Para se tornar um doador de medula óssea é necessário:

  • Ter entre 18 e 55 anos de idade
  • Estar em bom estado de saúde
  • Não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue (como infecção pelo HIV ou hepatite)
  • Não apresentar história de doença neoplásica (câncer), hematológica ou autoimune (como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide).