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Rádio Santana FM

Itaúna, 31 de maio de 2020

 

Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apresentou, nesta sexta-feira (21), a conclusão do laudo de necropsia de Eduardo Ferreira de Oliveira, de dois anos e quatro meses, apontando como causa da morte afogamento. A vítima desapareceu no dia 12 de fevereiro, na cidade de Juatuba, Região Metropolitana de Belo Horizonte, e foi encontrada dois dias depois em uma lagoa, a 50 metros da residência dele. As investigações ainda estão em andamento para confirmar se a morte foi decorrente de acidente.

O laudo elaborado pelo Instituto Médico-Legal apontou como causa da morte “asfixia por meio líquido”. O relatório indica, ainda, que a água encontrada no organismo da criança é compatível com a da encontrada no lago. Além disso, não foram constatados outros sinais de violência anteriores ao afogamento. “Portanto, os elementos levam a crer que poderia tratar-se de um afogamento natural. Porém, ainda não podemos afirmar isso conclusivamente, uma vez que se tratando de uma criança, não há como descartar a possibilidade da intervenção de terceiros no caso”, afirmou o Delegado que preside o inquérito, Diego Nolasco.

Por meio de diversas entrevistas e análise de imagens recolhidas do dia do desaparecimento, a Polícia Civil corroborou as versões apresentadas pelos familiares da vítima e testemunhas.

Dinâmica

No dia 12 de fevereiro, uma das irmãs da criança foi realizar exame em uma clínica na cidade de Juatuba. Ela, outra irmã e Eduardo saíram juntos de ônibus por volta das 7h, tomando a linha Azurita/Juatuba. Por volta das 8h20, os três retornam pela linha Azurita/Mateus Leme, descendo no bairro Caraí.

As irmãs relatam que entraram na residência, enquanto Eduardo permaneceu do lado de fora, brincando na varanda da casa. Por estarem ouvindo som alto, as irmãs não deram falta de Eduardo. Somente quando o cão da família latiu, elas perceberam que o portão da casa, mantido fechado por um arame, estava aberto, e o garoto ausente. “Nas entrevistas que realizamos constatamos que Eduardo era um menino muito ativo, tendo, inclusive, conseguido abrir o portão e sair em outras ocasiões”, pontuou Nolasco.

A PCMG confirmou também que próximo ao lago onde o corpo da criança foi encontrado há uma série de árvores frutíferas. “Avaliamos, assim, que a criança poderia ter tentado apanhar algumas frutas no local e, eventualmente, caído no lago e se afogado”, explicou o Delegado. Contudo, o inquérito está em andamento e outras hipóteses ainda não foram descartadas pela Polícia Civil.

O Chefe do 2º Departamento de Polícia Civil em Contagem, Delegado-Geral Rodrigo Bustamante, enfatizou que a PCMG, desde a primeira notícia do desaparecimento, esteve totalmente empenhada no caso. “Queria destacar, dada a grande comoção gerada pela gravidade do fato, que desde o início estivemos empenhados em solucionar o caso. Nos primeiros momentos, realizamos levantamentos incessantes, focando no trabalho pericial e colaborando nas buscas com as equipes da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros”, disse.

A PCMG agora aguarda a conclusão de laudos periciais do Instituto de Criminalística, e a previsão para conclusão do inquérito é de cerca de 30 dias.

Por PCMG