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Rádio Santana FM

Itaúna, 15 de dezembro de 2019

Prof. Luiz MASCARENHAS*

Essa mania romantizada e adocicada de ver o PROFESSOR nunca nos ajudou em NADA! Esse papo floridinho de que ser professor é um apostolado, é uma missão sublime e blá blá blá, só faz com que o PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO continue sendo desrespeitado no país, a começar pelos próprios Governos.  E ainda dizem ” O PROFESSOR É A MAIS IMPORTANTE DAS PROFISSÕES”. Contudo, nunca recebemos à altura ou pelo menos com dignidade por carregar esse título. Eu prefiro ver o PROFESSOR como um PROFISSIONAL como outro qualquer, de qualquer outra área e como outro qualquer, nós precisamos e queremos salários dignos e condições dignas para exercer o trabalho, plano de carreira e um suporte médico, psicológico, jurídico e enfim, todos aqueles direitos inerentes a todas as profissões.

Essa história de “Mártir” da Educação ou que exerço um “sacerdócio” passa a imagem de que nós não precisamos de dinheiro e nem de condições mínimas para trabalhar…afinal, escolhemos o “martírio” por vocação e temos um espírito abnegado, desprendido e voltado para uma “entrega total” em nome do “amor à profissão”.

SAI FORA! Posso ter amor e tenho, mas quero ser visto e respeitado como um PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO e não como um “ser místico” que se “imola no altar da Educação”. Esse negócio de “saudade da professorinha” já era a muito tempo. Chega de balela e conversa fiada. A professorinha e o professorinho são PROFISSIONAIS que se consumiram nos bancos da Faculdade durante anos e merecem muito mais que poesias cafonas e maçãs  em seu dia…

*Bacharel em Direito / Licenciado em História pela Universidade de Itaúna
Historiador/ Escritor/ Membro Fundador da Academia Itaunense de Letras/
Autor de “Crônicas Barranqueiras” e coautor de “Essências”, “Olhares Múltiplos” e
“O que a vida quer da gente é coragem”/
Cidadão Honorário de Itaúna