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Rádio Santana FM

Itaúna, 18 de junho de 2021

compras mais caras

 

 

 

 

 

 

A típica combinação de arroz com feijão está ficando cada vez mais salgada para o bolso do consumidor brasileiro. O feijão carioca, por exemplo, já acumula alta de 33,30{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} em 12 meses, até setembro, conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial calculada pelo IBGE. O arroz, embora num percentual menor, também subiu em 12 meses, 3,75{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b}. E esses produtos devem continuar subindo. Considerando o IPCA-15 de outubro, espécie de prévia da inflação do mês, o arroz ficou 2,15{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} mais caro e o feijão carioca 1,35{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b}.

No caso do arroz, conforme informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, as indústrias estão em busca de produtos para recompor seus estoques. Entretanto, há também o impacto do clima. O excesso de chuva prejudica as lavouras de arroz no Rio Grande do Sul, que é o maior produtor do Brasil. Em Uruguaiana, na fronteira com a Argentina, quase 500 hectares do grão foram alagados pela enchente do Rio Uruguai e toda a área vai ter que ser replantada.

E o prato básico ao ser incrementado com uma carne vai ficar ainda mais caro, já que ela subiu 17,23{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} nos últimos 12 meses encerrados em setembro, bem superior a inflação, que teve alta de 9,49{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} nesse período. O tomate, embora tenha registrado queda 13,86{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} em setembro, acumula alta de 12,84{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} em um ano.

Pesquisa realizada pela Hibou indica que para 90{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} dos consumidores entrevistados, a inflação se apresenta mais forte nos alimentos no mercado ou na feira. O levantamento ouviu 1.548 pessoas das cidades de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Brasília.