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Rádio Santana FM

Itaúna, 28 de setembro de 2020

Foto Reprodução Internet

Primeira cidade de Minas Gerais a ter um caso confirmado do novo coronavírus, Divinópolis, na região Centro-Oeste do estado, adotou entre quinta-feira da semana passada (19) e segunda-feira (23) medidas mais rígidas para restringir a circulação de pessoas nos limites do municípios. Além do decreto que limita os serviços e estabelecimentos que podem continuar funcionando no município durante a pandemia da Covid-19, a Prefeitura de Divinópolis determinou que, a partir de segunda-feira, cidadãos que saírem de casa sem necessidade poderão ser multados ou até detidos.

As abordagens às pessoas nas ruas serão feitas por policiais militares com apoio da Secretaria Municipal de Saúde. “Caso a pessoa não apresente justificativa condizente às diretrizes de segurança da saúde pública, poderá ser multada ou detida. O prazo de detenção varia de um a doze meses”, esclarece a administração através de nota.

O Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus de Divinópolis declarou que esta é mais uma entre as medidas de prevenção à disseminação do vírus adotadas. Apesar da cidade ter sido classificada como “zona de transmissão do coronavírus”, apenas um caso confirmado foi registrado até o momento, em 8 de março, segundo balanço mais recente da Secretaria de Estado de Saúde, publicado na tarde dessa terça-feira (24).

A reportagem de O TEMPO questionou a prefeitura por e-mail para saber se algum morador da cidade precisou ser multado ou detido desde o começo da aplicação da medida, também indagou a respeito do valor a ser pago pela multa e se as pessoas precisam andar com algum documento justificando para onde estão caminhando para que seja evitada a pena, mas ainda não há retorno.

Decreto

Além da aplicação de multas àqueles que saírem às ruas sem necessidade, o município também decretou a interrupção de todos os serviços que não são essenciais. Estão autorizados a funcionar desde essa terça-feira (24) apenas os serviços ligados a: assistência à saúde, segurança privada, transporte público e de passageiros – táxi ou aplicativo, telecomunicações e internet, serviço de atendimento por telefone e distribuição de gás.

O objetivo é limitar a circulação de pessoas para que não ocorra crescimento do contágio na região. Através de nota, a gestão responsável por Divinópolis declarou temer que a estrutura hospitalar não suporte a demanda e ocorra um colapso, caso a pandemia não seja contida.

Por O Tempo