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Rádio Santana FM

Itaúna, 22 de fevereiro de 2020

Em “brincadeira”, a vítima cai completamente de costas e bate a cabeça – Foto: Reprodução vídeo

 

Com a recente volta às aulas, uma “brincadeira” de mau gosto nas escolas chama a atenção e deixa os pais em alerta. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram estudantes adolescentes derrubando os outros colegas de costas em uma brincadeira que, segundo especialistas, pode causar lesões, desmaios, traumatismos cranianos e levar até mesmo a morte. A atitude passou a ser chamada de “roleta humana”.

Em um dos vídeos aparece uma escola mineira. Nas imagens, duas estudantes dão um pulo e incentivam uma colega, que fica no meio, a pular depois. Quando a terceira aluna dá o pulo sozinha, as outras duas colegas que já pularam a derrubam chutando cada um dos seus pés, dando uma rasteira. A vítima fica sem defesa e cai totalmente de costas. Em todos os vídeos os estudantes que provocam a queda riem bastante.

“Roleta humana” matou adolescente

Para especialistas a “brincadeira”não tem nada de engraçado e pode causar lesões muito graves. “Fiquei chocado com esse tipo de ‘brincadeira’. São bem diferentes das brincadeiras da minha época de infância. Não tem nada de sadio e o risco de Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é imenso, pois os participantes caem no solo com choque direto da parte posterior do crânio sem chances de defesa ou reação Seguramente, os riscos de lesões no crânio são imensas”, alerta o ortopedista Octacílio da Matta.

Na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, uma estudante de 16 anos morreu depois que colegas fizeram a “brincadeira” com ela. Emanuela Medeiros bateu a cabeça no chão e teve traumatismo craniano na Escola Municipal Antônio Fagundes.

O caso aconteceu na última sexta-feira (7). A adolescente foi socorrida pela direção do colégio e levada ao Hospital Regional Tarcísio Maia, mas na segunda-feira (10) ela não resistiu aos ferimentos e veio à óbito.

Para o ortopedista a chance de morte é mesmo alta. “A consequência mais severa seria a morte por Traumatismo Cranioencefálico. As lesões no Traumatismo Cranioencefálico variam de acordo com as áreas atingidas, podendo ficar sequelas tais como dificuldade para caminhar, falar, enxergar e ouvir, além de trazer dificuldades para movimento com os membros superiores e inferiores”.

Bom exemplo

Na contramão dos alunos que passam a rasteira no colega e acham muito engraçado, três estudantes do Colégio Batista fizeram um vídeo contrário a “brincadeira” e dando um bom exemplo.

Nas imagens eles insinuam que vão fazer a roleta humana, mas quando a suposta vítima vai pular para levar a rasteira, um dos alunos pede para ele não pular e explica que a brincadeira é de mau gosto que está circulando na internet.

Ele diz que muitas pessoas estão se machucando como o ato e que no Colégio Batista não rola de fazer isso, porque os estudantes se importam com os colegas. Os três se abraçam.

“Brincadeira” é feita fora das escolas também

Além de se tornar comum entre os alunos de escolas a “brincadeira” já ganhou a internet e muitas pessoas, até mesmo adultos, estão fazendo a “roleta humana em casa”. Um vídeo mostra um homem que desmaia durante o ato.

Dois jovens incentivam um homem mis velho a pular e quando ele é derrubado desmaia. Os que deram a rasteira o arrastam desmaiado e ficam rindo da situação. Até o fim das imagens, o homem não acorda.

Por O Tempo