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Rádio Santana FM

Itaúna, 18 de junho de 2021

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A Rússia apresentou ante as Nações Unidas um pedido oficial para reivindicar sua soberania sobre mais de um milhão de quilômetros quadrados do Ártico, considerando que anos de pesquisas provam seu direito aos ricos depósitos de minerais que existem sob esse oceano.

O pedido formal apresentado ante a Comissão de Limites da Plataforma Continental da ONU estipula que, segundo as pesquisas científicas realizadas, a Rússia tem direito a 1,2 milhão de quilômetros quadrados  adicionais da plataforma ártica.

Este território incluiria o Polo Norte e pode dar a Moscou o acesso a 4,9 bilhões de toneladas de hidrocarbonetos, de acordo com as estimativas do governo.

O Ártico se converteu em palco de tensões internacionais, com vários Estados exigindo sua soberania sobre o fundo do mar, que acredita-se que seja rico em minerais e hidrocarbonetos.

As atuais leis internacionais dizem que um país tem privilégios econômicos exclusivos sobre a placa situada em um raio de 200 milhas náuticas ao redor de sua costa.

Na reivindicação da Rússia estão incluídas as cristas de Mendeleyev e de Lomonósov, também reivindicadas por Dinamarca e Canadá. Moscou argumenta que ambas dorsais oceânicas, assim como o Polo Norte, formam parte do continente euroasiático.

A Rússia exigiu o território pela primeira vez em 2001, mas as Nações Unidas pediram que fornecesse provas científicas de sua reivindicação.

Desde então, os investigadores russos realizaram várias expedições no Ártico, a última delas em outubro.

O ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, disse que a entrega da petição à ONU tinha caráter prioritário e esperava que fosse revisada pela Comissão de outono.

O interesse do presidente Vladimir Putin por esta zona aumentou nos últimos anos e o governo russo estabeleceu uma comissão especial para o desenvolvimento deste território. Também enviou paraquedistas e na semana passada anunciou que revisaria sua doutrina de transporte para se concentrar no mar Ártico.