NO AR AGORA

Rádio Santana FM

Itaúna, 24 de junho de 2021

migrante rasteira asilo

 

 

 

 

 

 

O refugiado sírio que levou uma rasteira de uma jornalista húngara vai, além de morar na Espanha no começo do mês que vem, receber asilo por parte do governo, segundo o ministério do Interior.

“Não vou opor qualquer obstáculo ou objeção a para que esta pessoa possa acolher sua família síria e refazer sua vida, integrando-se na Espanha e sendo feliz”, afirmou o ministro Jorge Fernández Díaz.

Osama Abdul Mohsen também recebeu uma proposta de trabalho e vai ser treinador de futebol, anunciou na quarta-feira o diretor do curso de técnicos que lhe fez a oferta. Ele já foitécnico dos jogadores de primeira divisão na Síria.

“Amo a Espanha. Obrigado, Espanha”, disse em inglês aos inúmeros veículos de comunicação que o esperavam em Barcelona (nordeste da Espanha), onde chegou de trem de Paris e pegou outra condução com destino a Madri.

Com aspecto cansado e acompanhado de dois de seus filhos, um deles o pequeno Zaid, que não parava de sorrir para as câmeras, Mohsen disse em árabe: “Só quero treinar. Quero ser treinador”.

Mohamed Labrouzi, um aluno da escola de treinadores que contratou Mohsen, se encarregou de traduzir suas palavras depois de ter viajado com os três refugiados desde a Alemanha.

Ele trabalhará para o Centro Nacional de Formação de Treinadores  (Cenafe) de Getafe, nos arredores de Madrid.

A Espanha se comprometeu a aceitar mais de 17 mil refugiados das centenas de milhares que chegaram à Europa vindos da Síria e de outros países em guerra.

A justiça húngara, por sua vez, anunciou a abertura de uma investigação criminal contra a cinegrafista filmada chutando migrantes que tentavam atravessar a fronteira da Hungria.

As imagens da cinegrafista da tv húngara passando uma rasteira em Mohsen e seu filho e chutando outros migrantes que fugiam da polícia perto da fronteira da Hungria com a Sérvia rodaram o mundo e causaram indignação internacional.

Frente ao escândalo que sua atitude provocou, a jornalista húngara, Petra Laszlo, foi despedida pelo canal para o qual trabalhava.