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Rádio Santana FM

Itaúna, 2 de dezembro de 2020

medidas restringir barreiras

 

Suécia e Dinamarca implementaram nesta semana novas medidas de controle de suas fronteiras para administrar a entrada de imigrantes e refugiados, que atingiu números recordes em 2015.

A Suécia passou a conferir os documentos de pessoas entrando no país por meio de trem, ônibus e balsa. Segundo maior destino de refugiados na União Europeia (UE), atrás apenas da Alemanha, a Suécia registrou 160 mil pedidos de asilo no ano passado.

A decisão da Suécia irritou as autoridades dinamarquesas, que exigiram que o governo sueco arque com as despesas de verificação dos documentos.

Poucas horas depois do anúncio da Suécia, o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, disse que o governo estabelecerá controles temporários na fronteira com a Alemanha “de maneira equilibrada”, acrescentando que a medida não afetará dinamarqueses e alemães “comuns”.

O premiê afirmou que a medida é uma resposta à decisão da Suécia de controlar a entrada de viajantes. “Se a UE não conseguir proteger sua fronteira externa, mais e mais países serão forçados a implementar controles temporários de fronteira”, disse Rasmussen.

A UE registrou no ano passado um número recorde de migrantes e refugiados. Segundo o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), mais de 1 milhão de pessoas desembarcaram na Europa após atravessar o Mediterrâneo em embarcações precárias. A maioria segue jornada com destino a países do norte do continente, mais ricos e receptivos.

Em resposta ao intenso fluxo de pessoas, vários países do bloco restabeleceram o controle de suas fronteiras, e nações como Hungria e a Eslovênia ergueram cercas sobre suas fronteiras, pondo em xeque instituições comunitárias como a livre circulação de pessoas e o sistema de asilo.