NO AR AGORA

Rádio Santana FM

Itaúna, 6 de dezembro de 2020

Foto Reprodução/Redes Sociais

 

O homem acusado de matar a ex-esposa em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, voltou ao município neste sábado (24) após ser encontrado e preso em Itaúna. Ele é suspeito de feminicídio pela morte da ex-esposa Mara Damasceno Cristina Tavares, de 55 anos, morta no dia 15 de setembro.

Nilton Francisco Rangel, de 67 anos, foi preso na tarde desta sexta (23), no município de Itaúna, a 545 km de Campos. A prisão foi efetuada por policiais da 134º DP, e contou com o apoio da Polícia Civil de Minas Gerais.

Segundo a investigação, ele foi encontrado em um sítio de familiares, que o ajudaram a se esconder.

A chegada do suspeito à delegacia foi marcada por confusão e muitos protestos. Munidos de faixas de agradecimento e de revolta, familiares da vítima ficaram em frente à delegacia por toda a manhã.

Quando o acusado chegou, por volta das 11h, ele foi duramente hostilizado pela família, que precisou ser contida pelos policiais.

Apesar da indignação com o crime, a notícia da prisão de Nilton foi vista como um desfecho positivo.

“Quando me contaram, foi um mix de emoções. Queria rir, chorar, gritar…não vai trazer minha mãe de volta, mas com certeza é um alívio”, conta Nilton Neto, filho do suspeito e da vítima.

O filho sempre se manifestou pela prisão do pai. Ele e a irmã pediram para que as pessoas os ajudassem a encontrar o pai foragido.

“Ele é meu pai também, mas eu jamais defenderia um assassino”, diz o filho.
No dia do crime, imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que uma caminhonete para na frente da casa, um homem desce e efetua disparos contra a garagem onde a mulher tinha acabado de entrar.

Para a Polícia Civil, a motivação do crime foi uma junção de fatores, mas o principal seria uma cobrança de pagamentos atrasados de pensão alimentícia.

“No começo de setembro, ele fez um acordo para pagar 17 mil reais em pensão atrasada para a Mara, e duas semanas depois, cometeu o crime”, relata Natália Patrão, delegada responsável por conduzir a investigação.

Em prisão preventiva, Nilton vai ser levado para a Casa de Custódia Dalton Crespo, em Campos.

G1