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Rádio Santana FM

Itaúna, 14 de junho de 2021

 

Técnica de enfermagem é suspeita de burlar vacina em Campo Belo – Foto Portal Voz/divulgação

 

 

Uma técnica de enfermagem foi presa após fingir aplicar vacina contra a COVID-19, em Campo Belo, no Sul de Minas. O caso foi registrado pela filha da vítima, que filmou o momento em que a mãe iria se imunizar. A mulher de 29 anos foi detida pelo crime de peculato, ouvida e liberada.

 

 

O vídeo foi gravado pela filha da mulher, que tem comorbidades e iria se imunizar contra o novo coronavírus. O caso repercutiu em Campo Belo, na noite dessa terça-feira (1/6). A prefeitura tomou conhecimento e divulgou uma nota para informar que a técnica de enfermagem foi afastada do cargo para investigação.

 

“O caso será apurado através do processo administrativo. Comprovando o erro, a servidora será exonerada do cargo. A SMS informou que vai ampliar a fiscalização da vacinação contra a COVID-19. O profissional de saúde terá de mostrar a seringa cheia antes da aplicação e vazia após o procedimento”, diz nota.

 

De acordo com a polícia, a técnica de enfermagem trabalha há três anos no posto de saúde da cidade e foi detida durante plantão na Santa Casa de Campo Belo. A mulher foi levada para a delegacia, ouvida e liberada.

 

“O flagrante não foi ratificado, porque o delegado entendeu que tem mais investigação a ser feita. Agora a delegada responsável irá dar continuidade às investigações para se verificar o que de fato ocorreu, se houve dolo, culpa, e eventuais delitos que possam ser enquadrados, caso haja provas suficientes”, afirma.

 

 

Projeto que penaliza “fura-filas” por vacina da Covid-19 é aprovado pelos vereadores

O projeto propõe multa de cerca de R$49.000 a infratores Foto reprodução

 

 

Os vereadores de Itaúna aprovaram, durante a última reunião da Câmara na terça, 27/05, um projeto de Lei que penaliza pessoas que desrespeitarem a ordem de vacinação contra a Covid-19 na cidade, os chamados “fura-filas”. A proposta foi aprovada por unanimidade na reunião.

 

Segundo o Projeto, são passíveis de pena tanto a pessoa que furar a fila quanto o agente de saúde que realizar a aplicação do imunizante. As penas previstas pela proposta são de multa de até 520 unidades fiscais padrão (UFP), equivalente a R$49.894,00, para todos os envolvidos na vacinação ilegal (agente sanitário e o vacinado), além do afastamento do agente público, podendo ter seu contrato rescindido ou exonerado ou, em caso de agente eletivo, este poderá ser afastado.

 

Além disso, a proposta feita pelo vereador Kaio Guimarães prevê que o valor proveniente das multas deverá ser repassado para o setor de Saúde do município.