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Rádio Santana FM

Itaúna, 23 de abril de 2021

Foto Divulgação

 

Estudos mostram que, além dos pacientes hospitalizados e em estado grave, os assintomáticos ou com apresentação leve da doença, também podem apresentar complicações decorrentes da enfermidade. O CREFITO-4 MG – Conselho Regional de Fisioterapia realizou, na terça-feira, (2/2), treinamento para os fisioterapeutas de Itaúna.

O encontro foi realizado no salão de eventos da Casa Paroquial, na Praça da Matriz. Com excelente média de público, os palestristas itaunenses também doaram alimentos não perecíveis para as atividades assistenciais da Paróquia de Santana.

 

 

Como se sabe, a rotina das famílias brasileiras foi profundamente afetada desde o início da pandemia. A rápida ampliação do número de infectados pelo novo Coronavírus fez com que a população passasse a conviver com uma nova e triste realidade. Além da perda de familiares e amigos próximos, muitas das pessoas que contraíram o vírus passaram a lidar com sequelas e complicações, além dos graves problemas econômicos, sociais e até psicológicos. E o papel do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional na reabilitação motora, funcional e respiratória é fundamental.

 

Segundo Dr. Fabiano Siqueira, mestre em Ciências da Reabilitação, estudos mostram que até 46% dos pacientes que foram hospitalizados apresentaram sequelas como fadiga, dispneia e dor torácica. “Além disso, é comum apresentar fraqueza muscular, descondicionamento cardiorrespiratório, perda de equilíbrio, distúrbios mentais, miocardite, úlceras de pressão, polineuropatia, tromboembolismo venoso, dores crônicas, dentre outras”. “Outra pesquisa realizada, incluindo agora pacientes com e sem hospitalização, e até assintomáticos, demonstrou que cerca de 60% dos infectados tiveram inflamação do miocárdio no pós-COVID”, emendou o palestrante.

 

Dr. Fabiano ainda falou sobre a importância do fisioterapeuta na reabilitação dos pacientes infectados pelo vírus.  “Devido às sequelas apresentadas a fisioterapia respiratória e a musculoesquelética são de fundamental importância na reabilitação do paciente pós-Covid-19. Estes profissionais poderão atuar na melhoria da dispneia, ajudar a prevenir complicações respiratórias, cardiovasculares, musculoesqueléticas e neurológicas. E também contribuir para corrigir as limitações funcionais, proporcionando restabelecimento da qualidade de vida e retorno do paciente às atividades laborais, sociais e esportivas”.

 

CIRCUITO DE ATUALIZAÇÃO EM REABILITAÇÃO PÓS-COVID VISITA ITAÚNA

 

Pensando justamente em capacitar fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais que atuam ou atuarão na reabilitação de pacientes que tiveram o novo Coronavírus, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª Região (CREFITO-4 MG) tem rodado o Estado com o “Circuito de atualização em reabilitação pós-Covid”. Cerca de 30 cidades, de todas as regiões de Minas, serão visitadas.

 

Para o presidente do CREFITO-4 MG, dr. Anderson Coelho, o objetivo é “aperfeiçoar ainda mais a qualidade assistencial de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, nivelando o conhecimento para que a sociedade tenha acesso ao que há de mais moderno e atual na comunidade científica, promovendo a melhora do quadro clínico do paciente e uma consequente minimização de sequelas”, destacou.

 

Em Itaúna o treinamento aconteceu na terça-feira (2), na Casa Paroquial, centro. O presidente do CREFITO-4 MG, dr. Anderson Coelho, esteve presente, assim como o delegado representação política no município, dr. Andrei Pernambuco e do membro da Comissão de Desenvolvimento Científico e Educação, dr. Fábio Martins.

 

MANTER OS CUIDADOS, MESMO COM O INÍCIO DA VACINAÇÃO

 

Dr. Anderson Coelho ainda lembrou da importância da manutenção dos protocolos de segurança, mesmo com o início da distribuição das vacinas no Estado. “Vimos com alegria e otimismo o começo da vacinação em Minas Gerais, mas sabemos que levará tempo para que toda a população seja imunizada. Por isto, é sempre importante lembrar que não devemos baixar a guarda e continuar mantendo as medidas de segurança, como o uso de máscaras, higienização das mãos, distanciamento social, dentre outros”, concluiu.