Testes da vacina de Oxford são suspensos após reação grave

9/09/2020 | Brasil

Paul Biris/Getty Images

 

 

Em comunicado publicado nesta terça-feira (8), a AstraZeneca afirma que suspenderá testes da fase três da “vacina de Oxford” contra o coronavírus devido à reações adversas observadas em um paciente no Reino Unido. As complicações não foram detalhadas no informe. O Brasil participa do estudo através de parceria com a Fiocruz.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o aviso da empresa e disse que aguarda envio de mais informações para se posicionar oficialmente. “A decisão de interromper os estudos foi do laboratório, que comunicou os países participantes. A Anvisa já recebeu a mensagem e vai aguardar o envio de mais informações para pronunciar oficialmente”, diz a estatal em nota.

“Esta é uma ação de rotina que deve acontecer sempre que houver uma doença potencialmente inexplicada em um dos ensaios”, diz a nota publicada pela AstraZeneca. Conforme assessoria de imprensa da empresa, ainda não se sabe se os testes serão interrompidos também no Brasil. A pausa pode impactar o cronograma de conclusão do estudo. A farmacêutica afirma que está trabalhando para revisar o evento encontrado e minimizar qualquer potencial impacto no cronograma.

Em breve, a empresa garantiu que vai se posicionar sobre a testagem no país. A filial brasileira da AstraZeneca destacou que ainda aguarda posicionamento da matriz para encaminhar à imprensa.

Nesta terça (8), o ministro interino da saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que “em janeiro do ano que vem, a gente começa a vacinar todo mundo”.

Segundo o ministro Pazuello, a previsão era que a vacina chegasse ao governo brasileiro no mês em questão. Há uma parceria que prevê trocas tecnológicas e ao menos 100 milhões de doses com o governo federal.

Também nesta terça, diversas farmacêuticas, entre elas a AstraZeneca, afirmaram em um comunicado que se comprometem a manter os padrões de integridade do processo científico enquanto se encaminham para possíveis aprovações das primeiras vacinas contra a Covid-19.
Assinam o comunicado também a Pfizer, GlaxoSmithKline, Johnson & Johnson, Merck & Co, Moderna, Novavax, Sanofi e BioNTech.

Testes no Brasil abarcam 5 mil voluntários

A vacina de Oxford está sendo testada também no Brasil em cerca de 5 mil voluntários. Os estudo brasileiros estão sendo coordenados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Já havia acordo firmado entre o Ministério da Saúde e a AstraZeneca para que o imunizante fosse produzido no País após uma eventual aprovação. A fabricação seria possível graças a uma parceria para transferência de tecnologia para a Fiocruz.

Comunicação

Segundo fonte da Anvisa, o laboratório apenas enviou um comunicado à agência sobre a interrupção, sem detalhar que tipo de efeito colateral foi notado em participante do estudo, por exemplo, que levou a travar os trabalhos. Técnicos da Anvisa, agora, buscam mais informações da AstraZeneca.

“A decisão de interromper os estudos foi do laboratório, que comunicou os países participantes. A Anvisa já recebeu a mensagem e vai aguardar o envio de mais informações para se pronunciar oficialmente”, disse a Anvisa em nota.

Já a Fiocruz informou que foi informada pela Astrazeneca sobre a suspensão dos testes clínicos em fase 3 e vai acompanhar os resultados das investigações sobre possível associação de efeito registrado com a Vacina para se pronunciar oficialmente.

 

Por O Tempo

 

 

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