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Rádio Santana FM

Itaúna, 1 de dezembro de 2020

tendencia mercado trabalho

 

 

 

 

“Enquanto uns choram, eu vendo lenços”. A frase de efeito do publicitário baiano Nizan Guanaes, hoje um dos mais influentes do mundo, encaixa muito bem em tempos ruins. O país fechou 1,5 milhão de vagas de emprego em 2015, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas há oportunidades de ouro no mercado de trabalho. E você? Sabe onde estão as vagas que não sofrem com a crise? Quais setores estão em alta?

Especialistas em gestão de recursos humanos apontam que, em 2016, o setor de Tecnologia de Informação (TI) é um dos mais promissores. “Hoje, quem busca esta área tem que ter uma visão de gestão, além de técnica”, esclarece Hegel Botinha, diretor do grupo Selpe, um dos maiores em gestão de recursos humanos do país.

A área de TI está aquecida e tem boas oportunidades de trabalho. Dentre os cargos com maior demanda destacam-se analista/ técnico de suporte, desenvolvedor e programador. É o que aponta Larissa Meiglin, supervisora de assessoria de carreira da Catho – empresa pioneira no Brasil em cadastramento de currículos online. A área é impulsionada pelo aumento de sites, empresas de tecnologia e start-ups, que seguem na contramão e se mantêm em pleno crescimento, mesmo em 2016.

A partir desse ano, as áreas de Big Data, desenvolvimento de web e mobile e arquitetura e desenvolvimento em Cloud ganharão ainda mais destaque, segundo a supervisora.

Outros setores. Agronegócio é outra área com boas perspectivas. “O país é grande exportador de commodities agrícolas e, se por um lado houve aumento do custo-Brasil, por outro, essas empresas exportadoras estão se beneficiando do dólar alto”, garante o diretor do Grupo Selpe. Entre os setores que crescem estão também a produção de carnes e de produtos florestais.

Agrônomo, por exemplo, é uma profissão que está em alta. Como um dos países mais promissores em pesquisa agrícola, o Brasil possui boas oportunidades na área, principalmente no Triângulo Mineiro, interior de São Paulo e região Centro-Oeste.

Na área da saúde, em que muitas famílias resistem em fazer cortes financeiros, fatores como o envelhecimento da população e maior acesso a planos de saúde também contribuem para criar boas expectativas. É um setor que deve continuar crescendo em 2016. “Cuidadores de idosos estão sendo cada vez mais requisitados”, aponta Hegel Botinha.

O que faz um atuário? O mercado de seguros, consórcios e previdência privada é um dos que mais cresce no Brasil, que tem poucos cursos de ciências atuariais. “Profissionais com sólida formação técnica e acadêmica nessa área serão muito demandados nos próximos anos”. É a aposta do diretor do Grupo Selpe.

Visão. Para Botinha, vai se destacar no mercado o profissional que conseguir atender a áreas distintas numa empresa. Ele cita, por exemplo, um analista financeiro que seja capaz de transitar na área contábil, ou um advogado que passe a ser também um bom administrador. “É o que se chama ‘talento dois ponto zero’”, chama a atenção o diretor.

Em baixa

Queda. Hoje estão em baixa profissionais como engenheiros civis, metalúrgicos, mecânicos, navais e ambientais. Também geólogos, geofísicos e na área de comunicação, jornalistas.

Boas explicações

Contador: muitas empresas estão cortando custos neste ano, criando uma necessidade maior de análises contábeis, cálculos de rentabilidade do negócio, etc

Agrônomo: como um dos países mais inovadores em pesquisa agrícola, o país tem boas oportunidades na área, principalmente no Triângulo Mineiro, interior de São Paulo e região Centro-Oeste

Engenheiro eletricista: pode atuar em empresas de energia renovável, telecomunicações e projetos de expansão de rede

Multifuncional está na mira

Para a supervisora da Catho, Larissa Meiglin, há tempos os profissionais viam duas possibilidades de atuação: uma com viés mais estratégico e analítico e outra totalmente pautada na condução das atividades. Contudo, hoje, as organizações procuram por profissionais multifuncionais, ou seja, para ocupar esses cargos promissores não é necessário apenas exibir um diploma (ainda que a formação universitária seja o mínimo necessário na maioria das atividades).

É preciso ser especialista e ter profundo conhecimento em uma determinada área (analítico), sendo, ainda, um profissional que saiba executar estrategicamente todas as atividades.

Oportunidade. Na contramão do mercado, o engenheiro civil Gladyston Fernando Silva, 37, conseguiu em novembro uma vaga depois de ficar dez meses desempregado. Especialista em obras rodoviárias, trabalha agora numa empresa recém-criada. “Trabalhamos com loteamentos, e aceitei salário menor do que antes da crise”, pondera ele.