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Rádio Santana FM

Itaúna, 22 de outubro de 2020

Foto PCMG/Divulgação

 

Três autores de crimes de estupro contra vulneráveis – um de 19 anos, outro de 39 e outro de 53 – foram presos nesta quinta-feira (24), pela Polícia Civil, dentro da segunda fase da Operação Exposed, que visa tirar das ruas esse tipo de criminoso. As vítimas foram um menino de três anos e duas adolescentes, de 12 e 13 anos.

 

Na primeira fase da operação, em junho e junho, cinco pessoas foram presas e uma está foragida.

 

A Exposed é conduzida pela Delegacia Especializada de Proteção ao Menor e ao Adolescente e, na manhã desta quinta, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e três de prisão. “Foram recolhidos computadores e celulares, que acreditamos conter provas dos crimes investigados, como pedofilia”, diz a delegada chefe da Divisão, Iara França.

 

As prisões e apreensões foram realizadas nos bairros Tupi, Vila Mariquinha, em Venda Nova, e Paulo VI. Os três presos foram encaminhados para o Ceresp Gameleira.

 

Segundo a delegada, as apurações mostram a importância das denúncias feita pelos sites da Polícia Civil. As vítimas têm preservado o sigilo e somente comparecem à delegacia mediante esquema especial, que começa pelo transporte. No depoimento, estará sempre acompanhada por uma psicóloga da Polícia Civil.

Estupro filmado

 

Chamou a atenção o caso que envolve a adolescente de 12 anos, pois o ato sexual foi filmado e compartilhado nas redes sociais. Ela foi vítima de um menor, cuja idade não foi informada, e um maior, de 19 anos.

 

“A vítima e os abusadores são vizinhos, não de parede, mas moram próximos, um do outro. O mais grave é que o maior de idade produziu o vídeo e depois o divulgou. Por esse motivo, ele está sendo indiciado por estupro de vulnerável, produção e compartilhamento de vídeo pornô”, afirma o delegado Diego Borges, da Delegacia Especializada de Proteção ao Menor e ao Adolescente de Venda Nova,

 

Segundo ele, o maior de idade, mentor do abuso, tem várias passagens pela polícia por tráfico de drogas, inclusive quando ainda era menor, e, por isso, acabava sendo liberado.

 

Pedreiro abusou de criança

 

No caso do menino de três anos, segundo o delegado Diego, o homem de 53 anos era pedreiro e estava trabalhando na casa da vítima, em 2018. A mãe do menino precisou sair de casa, momento em que o abusador se aproveitou.

 

“Ele levou o menino para sua casa. A mãe, quando voltou, não viu o menino e ficou desesperada, saindo para a rua, para tentar encontrá-lo. Depois de algum tempo, se deparou com a criança na rua, sangrando pelos ânus. Foi necessário fazer uma cirurgia na criança para parar o sangramento”, conta o delegado.

 

Ele informa ainda que o criminoso – que nega o estupro – chegou a ser preso e usou tornozeleira, mas depois conseguiu responder pelo crime em liberdade.

 

Pai molestava a filha

 

O terceiro caso tem como vítima uma adolescente de 13 anos. Ela era abusada pelo próprio pai. De acordo com o delegado Diego, na semana passada, ela resolveu contar para a mãe, que procurou a polícia, pedindo ajuda.

 

“O pai mantinha relações com ela, sempre com sexo anal. Segundo a vítima, ele dizia que era para evitar que ela engravidasse. Ela contou ainda que ele fazia ameaças para que não dissesse nada à mãe. O pai nega o crime”, afirma o delegado.

 

Por Estado de Minas