Zema diz que quer ganhar as eleições no 1º turno e ataca Kalil

6/06/2022 | Minas Gerais

Governador de Minas Gerais – Romeu Zema – Foto: Flávio Tavares/ O TEMPO

 

 

Após uma semana intensa de declarações dos principais pré-candidatos na corrida ao Palácio Tiradentes, o governador Romeu Zema (Novo) disse que o ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD), que aparece em segundo lugar nas pesquisas, só vive de “críticas”.

 

Para Zema, o ex-prefeito da capital mineira nunca “conseguiu fazer muito” e ainda se aliou ao PT, partido que esteve à frente do estado com o ex-governador Fernando Pimentel entre 2015 e 2018. O governador lembrou que só na última semana o estado terminou de pagar as dívidas com as prefeituras, de R$ 7 bilhões, por conta de repasses que não foram realizados na antiga gestão. “A turma que destruiu o estado é a turma que critica o que nós consertamos”, afirmou.

 

Já com relação às articulações políticas para as eleições deste ano, Zema disse que a posição do partido Novo é diferente de 2018, quando lançou chapa pura. Segundo o governador, há conversas com diversas siglas e que é necessário ter alianças para conseguir um grupo maior. “Fui eleito em um grupo mais distante da política, que pela primeira vez ocupou o governo de Minas e você começa a ter mais dificuldade para governar quando seu grupo é pequeno. Sou favorável às alianças, nesse momento as tratativas estão em andamento com diversos partidos”, disse.

 

Vitória no primeiro turno

 

O governador Zema afirmou que espera vencer as eleições em primeiro turno. Nas últimas pesquisas eleitorais, o cenário segue indefinido e os indicadores apontam que há probabilidade da corrida caminhar para o segundo turno. Além do ex-prefeito Alexandre Kalil, Zema deve enfrentar o senador Carlos Viana (PL), o ex-deputado federal Marcus Pestana (PSDB), o ex-ministro Saraiva Felipe (PSB) e Lorene Figueiredo (PSOL).

 

Durante a entrevista, Zema também voltou a falar do projeto de lei que permite ao estado aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) da União, em tramitação na Assembleia desde 2019. Para o governador, algum parlamentar da mesa diretora da Casa não quer que “Minas Gerais seja consertada porque isso fica ruim para ele no ano eleitoral”.

 

Zema lembrou que só no ano passado o governo conseguiu pagar os salários do funcionalismo público em dia, após anos de parcelamentos, e também o 13º. “O caso da situação do estado de Minas era, quando assumimos, igual uma casa onde sou o pai de família que não consegue comprar alimentos suficientes para seus filhos. E se não consegue, será que pode pensar em arrumar o telhado da casa que está cheio de goteiras?”, questionou.

 

Relação com o governo Bolsonaro

 

Apesar da boa relação com o governo Jair Bolsonaro (PL), Zema comentou que esperava mais recursos para o estado, principalmente na questão das rodovias. O governador falou sobre a situação de BRs como a 262 e 381, que há anos têm promessas de duplicação que não saem do papel. “Tivemos um apoio, tivemos alguma coisa, mas eu gostaria de muito mais e tenho cobrado”, afirmou.

 

Com relação ao acordo com a Samarco por conta do rompimento da barragem em Mariana, na região Central de Minas, Zema pontuou que as negociações devem ser finalizadas neste ano e que pelo menos R$ 2 bilhões serão assegurados pelos governos de Minas e do Espírito Santo para obras na 381 e 262, principais vias que ligam os dois Estados. As declarações foram dadas em entrevista a jornal mineiro.

 

Por O Tempo 

Veja também